sexta-feira, junho 29, 2007

Demissão ... Sem justa causa !

Talvez uma das mais difíceis tarefas de um líder é fazer uma demissão. Tem gente que até gosta, mas creio que a maioria não se sinta confortável nessa situação. Quando a saída da empresa é merecida, ou seja, o funcionário não tem se comportado bem ou está muito abaixo do rendimento que deveria ter, as coisas ficam menos piores. Mas e quando você precisa demitir alguém super gente-fina ?

Obviamente que nenhuma demissão acontece sem motivos. Se esse cara super gente-fina estivesse tendo uma performance excelente e se dando bem com todo mundo não haveria motivos para despedí-lo, correto ? Sim, correto. Acontece que nos dias de hoje as empresas não podem contar mais com funcionários "meia-boca", aqueles que são bonzinhos, fazem seu trabalho certinho, estão sempre disponíveis ... É necessário ser um profissional pró-ativo, ter iniciativa, buscar novos conhecimentos, se oferecer para participar de projetos, ser responsável pelas suas atividades até o fim.

Nenhum líder gosta de ter um funcionário que, apesar de ser bonzinho, sempre ter que ser cobrado para as coisas saírem. O líder deve passar a tarefa e o funcionário posicioná-lo até que ela seja completada. Até algum tempo atrás as empresas aceitavam funcionários com excelente relacionamento pessoal (aquele cara que todos gostam) mas que não tinham performance muito boa. Por outro lado, também aceitavam profissionais com ótimo desempenho mas que viviam brigando com todo mundo na empresa. Hoje não, é necessário um misto das duas características.

Dessa forma, há momentos que aquele velho ditado deve prevalecer : "Amigos amigos, negócios à parte". Cabe ao líder ser o mais transparente possível com a pessoa que estiver sendo desligada, no sentido de deixar claro os motivos da saída. Cabe também à empresa disponibilizar alguns benefícios que possam ajudar esse profissional a retomar sua carreira tais como pacotes de recolocação, cursos, bônus de saída, etc.

6 comentários:

Maria Lucia disse...

O discurso, o texto é muito bonito, mas na prática, no dia a dia de uma grande organização não só só isso que conta. Acho que muitas vezes o que mais conta é saber fazer marketing, e política. Há sem contar no valor que muitas empresas dão em uma rádio tamanco.
Mas é sempre desagradável dispensar um trabalhador sem justa causa, nisso eu concordo plenamente.

Tarcísio Manzan de Mello disse...

Maria Lucia, você tem razão que na maioria das empresas marketing pessoal e politicagem muitas vezes se sobrepoem às qualidades realmente importantes. Cabe ao líder evitar que na sua equipe isso aconteça, mesmo que seja uma cultura já arraigada na empresa como um todo.

marcos disse...

Vou ter que demitir um funcionário meu dentro de uns dias. concordo plenamente com o texto. Hoje há no mercado bons profissionais, ninguém pode se dar ao luxo de ser "meia boca", ou avança ou sai do caminho ...

Tarcísio Manzan de Mello disse...

É verdade Marcos, não dá mais para ser bonzinho. Por outro lado as empresas estão cheias de pessoas que não se desenvolvem mas ficam ocupado vagas que poderiam ser melhor preenchidas e sobrecarregando os demais funcionários. Por isso é necessário que as pessoas de liderança não posterguem suas atitudes.

Bruce disse...

Gente, ser humano não é mercadoria!
Sou líder de uma equipe dentro de uma grande empresa e vejo tanto a colação do Marcos como do Tarcisio um pouco pesada quando falamos de ser humano.
Todo mundo tem condições de uma segunda chance cabe o líder saber onde colocar a mão de obra correta. Muitas empresas por ter um bom colaborador no setor de compras por exemplo acha que ele tem condições de ser um líder de logística, ou seja ganhou um mau líder e perdeu um bom compras. Maria Lucia esta completamente correta quando fala que em grandes empresas o que vale é a política. Gente vamos ver o resultado, o que importa é o resultado, se ele é legal ou chato, bonito ou feito, o que importa é o numero que esperamos deles. Claro que uma pessoa sem bom relacionamento acaba se complicando sozinha, mais como lideres temos que ver os números. A empresa que trabalho esta sobrecarregando toda equipe o que força as pessoas não conseguirem fazer um bom trabalho, passando de bom para médio o desempenho. Antes de demitir um funcionário costume fazer as 3 perguntas; ELE NÃO PODE FAZER, NÃO SABE FAZER OU NÃO QUER FAZER e uso a técnica de 6M para ver quando o desempenho dele caiu, e é bem interessante pois fazendo os 6M consegui identificar que um colaborador estava com problema em seu relacionamento o que fez seu desempenho ficar médio, porem como sabemos isso logo passa, hoje a pessoa esta na empresa novamente no bom para ótimo. Caso queiram sabe mais sobre o 6M podem me mandar um e-mail rafael_dias175@hotmail.com
Abraços

Tarcísio Mello disse...

Olá Bruce, obrigado pela visita. Você tem toda a razão quando diz que o que vale são os resultados. É exatamente sobre isso que tentei escrever. Também está perfeito quando diz que devemos valorizar o ser humano, tentar alternativas. Mas o perfil sobre o qual escrevi é daquele profissional que ele mesmo não se ajuda, quer que tudo caia do céu, quer que a empresa lhe dê chances mas ele mesmo não busca evoluir. Sobre estes, infelizmente, mantenho minha opinião.

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