quarta-feira, março 22, 2006

Acesso restrito à Internet


Alguém conseguiria se imaginar sem acesso a Internet nos dias de hoje ? Claro, muita gente nunca nem viu, mas aqueles que já se acostumaram dificilmente ficariam sem. A questão é que essa "necessidade" acaba sendo levada também para o ambiente de trabalho. Em função disso, as empresas têm tido cada vez mais problemas com acessos indevidos de funcionários utilizando a internet corporativa.

Constantemente surgem na mídia notícias de brigas judiciais envolvendo funcionários demitidos por uso indevido da Internet e suas ex-empresas. Mas essa discussão não é nosso objetivo aqui. A pergunta é : o acesso à Internet deve ser monitorado e limitado ou não ?

Na minha opinião não devemos ser tão radicais ou tão liberais. Primeiramente temos que analisar que alguns recursos da Internet são necessários para a realização das tarefas de muitos funcionários. Esses recursos incluem por exemplo o uso do e-mail e a visita a sites de fornecedores, clientes, bancos, etc. Mas o "X" da questão se concentra na seguinte pergunta : e os sites que não tem nada a ver com o trabalho, podem ser liberados ?

Obviamente que cada funcionário deve ser responsável pelos seus atos. Sendo assim, com uma liberação total muitas empresas monitoram e punem de alguma forma quem acessa sites pornográficos, por exemplo. Chegam a monitorar também quanto tempo a pessoa ficou em cada site. Se exagerar, punição nele.

Uma abordagem diferente poderia ser realizada : monitoramento sim, punição não. Se a gerência perceber que um funcionário fica na Internet durante 3 horas por dia, deveria fazer uma análise. Esse funcionário tem cumprido suas tarefas de forma satisfatória ? Se não, deve-se chamá-lo para uma conversa franca e expor o problema. Se sim, o funcionário é um excelente profissional está sub-aproveitado. Ele pode absorver novas tarefas e responsabilidades. Resumindo, podemos utilizar o monitoramento como se fosse uma ferramenta de apoio à gerência das equipes. É difícil as empresas pensarem desta forma ? Claro que é. Mas por que não agir assim ?

2 comentários:

fausto disse...

parabéns pela idéia! blogs assim trazem boas discussões... qto ao texto é dificil discutir com os "donos do negócio"... são quase sempre uma "porta"!

Tarcísio Mello disse...

Obrigado !!! A minha intenção é realmente tocar em alguns assuntos rápidos e comuns no dia a dia dos profissionais. Falando do texto, realmente é muito complicado. Hoje em dia tem muito funcionário sacana, fazendo com que os donos passem a agir muito na defensiva sempre achando que estão querendo passar a perna neles. E isso acaba prejudicando os bons funcionários.

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