sexta-feira, novembro 14, 2008

A crise


Recebi o texto abaixo e achei muito interessante. Mostra, de forma clara e fácil a forma como o medo de uma crise financeira acaba por gerá-la.


Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente, ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava. As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses e o negócio prosperava.

Seu cachorro quente era o melhor de toda região! Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu, e foi estudar economia em uma das melhores faculdades do país. Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai
continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:

- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo, a situação do nosso país é crítica. Está tudo Ruim! O Brasil vai quebrar!

Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou: bem se meu filho que estudou economia lê jornais, vê televisão, acha isto então só pode estar com a razão. Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e é claro, pior) começou a comprar salsichas mais barata (que era também a pior) para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada, abatido pela
noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.

Tomadas essas "providências", as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola. Quebrado, o pai, triste, então falou para o filho:

- "Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. "

E comentou com os amigos, orgulhoso:

- "Bendita à hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise...”

sexta-feira, novembro 07, 2008

Os "muito ocupados"

Você conhece algum colega de trabalho que sempre que você lhe pede alguma coisa ele não pode fazer porque está muito ocupado? Creio que em toda empresa deva ter no mínimo uma pessoa que nunca está disponível. Tenho uma teoria à respeito dos eternos ocupados: ou eles são bobos ou incompetentes.

Estar ou ser ocupado não é nenhum problema. Pessoas inteligentes e eficazes muitas vezes se encontram em situações de bastante stress sobrecarga. O que não é normal é uma pessoa estar SEMPRE muito ocupada. Quando alguém precisa de sua ajuda, ela logo responde que não vai poder ajudar ou então que vai demorar para ajudar. E o pior, sempre que precisa da nossa ajuda fica no nosso pé cobrando a coisa pra ontem.

Eu digo que uma pessoa assim é boba ou incompetente, vou explicar. Boba se realmente estiver sobrecarregada de trabalho e responsabilidades e fica quieta, sem reclamar, sem apontar esse excesso ao seu superior. Qualquer profissional, por mais capaz que seja, não consegue realizar um trabalho de qualidade quando está sobrecarregado. É bobo sim, não pode aceitar isso sem falar nada. Se ele não for bobo, é pior ainda, é incompetente. Podemos encontrar dois tipos de incompetentes:

1) Incompetente incapaz: a pessoa realmente não tem inteligência ou formação suficiente para aquele cargo. Não consegue fazer o que lhe pedem com agilidade e qualidade, o que acaba gerando sobrecarga de trabalho. Nesse caso, talvez o incompetente seja o menos culpado. Quem é culpado mesmo é o chefe dele que não percebeu que ele não serve para o cargo (talvez seja ótimo para fazer outra coisa);

2) Incompetente boa vida: fica o dia todo na internet, MSN e afins. Enrola o dia todo e o serviço vai acumulando. Aí quando realmente vê que não tem mais jeito, terá mesmo que executar o trabalho solicitado aí fica de cara feia, amarrada e não permite interrupções. Reage de forma meio agressiva quando lhe solicitam outra coisa, porque está "muito ocupado".

O profissional moderno, buscado pelas boas empresas tem que se mostrar disponível. Afinal de contas ele está lá pra atender às demandas internas e externas. Se você é um daqueles "sempre ocupados", reveja seus conceitos.

sexta-feira, outubro 24, 2008

O que é capaz de resolver, mas não de impressionar

Vários anúncios de emprego me chamam a atenção pelo que pedem dos candidatos à vaga. Muitos querem alguém em início de carreira com experiência, fluência em idiomas, perfil de liderança, etc, etc, etc, etc. Isso beira ao ridículo, penso que algumas empresas deveriam descer do seu "altar" e serem mais condizentes com a realidade.

Tudo bem que há muita gente disponível no mercado, mas contratar alguém com capacitação acima do que o cargo exige irá, sem dúvida alguma, gerar insatisfação desta pessoa e como consequência queda de produtividade e a saída da empresa.

O texto abaixo, do consultor Max Gehringer ilustra bem esta idéia:

Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais.

E a empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior, liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON.

Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais.Ou seja, um pitico.
Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego.

A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico....

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno...

E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.

Seu Borges: -- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: -- In a hurry!
Seu Borges: -- Saúde.
Fabiana: -- Não, Seu Borges, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: -- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: -- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: -- Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: -- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: -- Fabiana, desse jeito não vai dar!
Fabiana: -- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: -- Como assim?
Fabiana: -- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: -- Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: -- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
Seu Borges: -- Futuro? Que futuro?
Fabiana: -- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: -- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: -- Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: -- Hã?
Fabiana: -- Hands on....Mão na massa.
Seu Borges: -- Claro que sou!
Fabiana: -- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.

Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.
Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas! Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação... só que não sabia nem abrir o capô.

Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.

Max Gehringer

quarta-feira, outubro 22, 2008

Descuidos que podem atrapalhar uma carreira, por Max Gehringer


Dez sugestões para que todos façam uma auto-avaliação:

1) Evitar fazer inimizades e criar confrontos: a dificuldade para se relacionar com superiores e colegas é, de longe, o maior empecilho para uma carreira bem sucedida;

2) Perguntar muito e sempre: boa parte do que aprende em uma empresa não está nos manuais, está na experiência de quem já sabe como a empresa funciona;

3) Nunca fazer afirmações sem ter certeza, porque sempre haverá alguém por perto que entende do assunto;

4) Investir primeiro no óbvio, aprendendo a falar bem e escrever bem. Um bom técnico que não sabe se comunicar, dificilmente passa dos estágios iniciais da carreira;

5) Estar sempre atualizado com a tecnologia, porque ela avança muito rapidamente. No mínimo é preciso saber usar os aplicativos mais utilizados no mercado de trabalho;

6) Não mencionar à toa e à toda hora cursos, títulos e viagens: o conhecimento deve ser usado para contribuir e não para impressionar;

7) Fugir do preciosismo: levantar com frequência questões sobre o detalhe do detalhe é a maneira mais rápida de ganhar o indesejado rótulo de chato;

8) Ao fazer uma crítica ter a sensibilidade para se colocar no lugar a outra pessoa: sempre é possível encontrar uma maneira de dizer a verdade sem machucar ninguém;

9) Solicitar mais tarefas e mais responsabilidades: reclamar nunca foi um bom combustível para a carreira;

10) Não acreditar em conspirações: a carreira empaca quando um profissional não consegue fazer com que os outros o vejam como ele mesmo se vê. Por isso, mudar de empresa não vai adiantar, é preciso mudar de tática.

Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/max.asp

quinta-feira, outubro 16, 2008

MBA


Vemos atualmente a popularização dos cursos de MBA. Têm em todo lugar, com valor dividido em 30, 40 vezes. Totalmente acessível. Além disso, virou "moda" fazer MBA. O pensamento dominante é que o MBA é um curso de pós-graduação. Muitas vezes recém-formados, na ânsia de enriquecerem seus diplomas se matriculam nos MBAs. Estratégia errada !

MBA não é pós-graduação, pelo menos não em seu conceito original. É necessária certa bagagem profissional para que um curso desse seja proveitoso. Obviamente que, qualquer curso de qualidade traz conhecimentos, não é por si só ruim, independente do estágio em que se encontra o profissional. Depois de ler um livro sobre física quântica, com certeza saberei mais sobre o assunto que antes. Mas terei o conhecimento que poderia ter sobre assunto se eu tivesse uma base melhor no assunto?

Mas de quem é a culpa por temos tantos despreparados nos cursos de MBA. As escolas que nos inundam de propagandas? As publicações e livros que dizem repetidamente que quem não tem MBA está fora do mercado? O profissional que na ânsia de conseguir um bom emprego sai fazendo todo curso que aparece pela frente? De todos eles. Mas a parcela maior cabe àquelas empresas que se encantam em ver nos currículos os cursos de MBA sem sequer analisar se o candidato realmente tem bagagem e conhecimento condizente com os cursos que fez.

Ouçam a opinião do consultor Max Gehringer sobre o assunto clicando no botão de "Play" abaixo:

quarta-feira, outubro 15, 2008

Pedaços de mim

"Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo."

A mensagem acima, de Martha Medeiros, é extremamente inspiradora. Procure lê-la com calma, como se estivesse recitando uma poesia. Leia uma, duas, três vezes ... O significado da mensagem é de utilidade para todo mundo, em especial àqueles que vivem vendo o tempo passar sem vontade de mudar a sua própria história, sem buscar os seus próprios sonhos.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Um exemplo vale mais do que mil palavras

Pessoas educadas e solidárias, infelizmente, estão em extinção. Temo pelo futuro visto que as pessoas de hoje são responsáveis por educar os adultos de amanhã. Na vida pessoal e profissional nunca os exemplos foram tão importantes.

O vídeo abaixo, veiculado na Austrália visa enfatizar a importância dos exemplos na educação das crianças.



Fonte: http://www.oqueinspira.com.br/

Aviso prévio



No último dia 5 foi realizado o primeiro turno das eleições municipais. Conversando com algumas pessoas sobre este assunto, um amigo comentou que em uma cidade da região o atual prefeito declarou que, se não fosse reeleito, antes de sair iria jogar terra nos motores dos veículos da prefeitura com o simples objetivo de dificultar a vida do eleito quando assumir em janeiro.

Isso me fez pensar. Nos casos em que o atual prefeito não é reeleito, esse período compreendido entre a divulgação do resultado da eleição e a data em que o eleito assume o cargo funciona exatamente como o tão famoso aviso prévio nas empresas. Eu sempre achei que o aviso prévio é a coisa mais estapafúrdia inventada no relacionamento entre empresa e empregado. Tanto no caso em que o funcionário é demitido quanto no caso em que ele se demite, o aviso prévio não faz nenhum sentido. Tanto é que várias empresas acabam abrindo mão desse recurso quando demite alguém.

Manter um prefeito na prefeitura durante mais de 2 meses sabendo que em janeiro assumirá um adversário seu é um erro terrível. Obviamente que o eleito não poderia assumir do dia seguinte, é necessário um período de transição. De qualquer forma, esse período pode ser usado (e em muitos casos é) para todo tipo de corrupção e atividade ilícita.

O conceito é o mesmo em uma empresa. Que sentido faz um funcionário que foi demitido permanecer na empresa por mais 30 dias ? Que motivação ele terá ? Fará as coisas da maneira correta, com responsabilidade ? Dependendo do motivo da demissão é muito possível que esse período seja usado para algum tipo de vingança. De forma semelhante, também não faz sentido algum obrigar um funcionário a cumprir aviso prévio quando este pediu demissão. Se ele pediu pra sair é porque, por um ou vários motivos, não deseja mais trabalhar na empresa. Que qualidade poderemos exigir ou obter desta pessoa até que esse prazo seja finalizado ?

Por estas e outras que a legislação trabalhista brasileira necessita urgentemente de uma modernização. Mas em um país em que o governo federal colocou em cargos importantes vários ex-sindicalistas, definitivamente e infelizmente não é uma coisa a se esperar.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Excelente frase sobre treinamento de funcionários

"A única coisa pior do que treinar os funcionários e os perder é não treiná-los e os manter"

Zig Ziglar

terça-feira, setembro 30, 2008

"Eu juro que não apertei o botão !"



No último dia 28 aconteceu a primeira prova noturna da história da Fórmula 1, em Cingapura. Foi um espetáculo maravilhoso. Em termos da disputa do campeonato, a diferença do líder Lewis Hamilton para Felipe Massa era de apenas um ponto. Massa era o pole position e por ser um circuito "travado", tinha grande chances de vencer a corrida e se tornar o novo líder, faltando apenas 3 etapas para o fim. Tudo ia bem até que outro brasileiro, Nelsinho Piquet bate seu carro, obrigando a entrada do "safety car". Nesse momento, vários pilotos resolveram entrar nos boxes para reabastecimento e troca de pneus, inclusive Felipe Massa.

Para quem não conhece bem Fórmula 1, enquanto o carro fica parado nos boxes, um mecânico segura uma placa bem na frente da cabeça do piloto pra indicar que ainda não está liberado. Quando terminam o trabalho, o piloto vira a placa, indicando ao piloto para já engatar marcha e depois, com uma nova indicação, sinaliza que ele pode sair. Essa placa tem o curioso nome de pirulito. É usada há bastante tempo, por todas as equipes. Acontece que a Ferrari resolveu modernizar, criou um luminoso, tipo um semáforo onde temos luz vermelha (permanecer parado), luz amarela (engatar a marcha) e verde (liberado para sair). Acontece que esse luminoso é controlado por um mecânico e, naquele dia, o que aconteceu foi uma trapalhada das grandes. O carro ainda estava sendo abastecido e o tal mecânico acendeu a luz verde. Massa, obviamente, acelerou o carro, levando a mangueira de combustível junto, derrubando um mecânico ... Enfim, lambança total !!! Resultado: Massa teve que voltar aos boxes para retirar a mangueira, sofreu uma punição e não conseguiu chegar à zona de pontuação da corrida. Lewis Hamilton, seu principal concorrente ao título, chegou em terceiro, aumentando a vantagem para 7 pontos.

Primeira conclusão: existem coisas que NÃO precisam ser modernizadas. O tal do pirulito funciona bem faz tempo. É a mesma coisa de querermos modernizar o palito de dentes, o palito de fósforo (talvez colocando a cabeça do outro lado ! rs). Segunda conclusão: a culpa foi de quem ? Do mecânico que acendeu a luz verde na hora errada ? Que nada ... Eu aposto que ele disse: "Eu juro que não apertei o botão, foi problema do sistema !". Essa é a mesma resposta que muita gente utiliza hoje em dia.

Com a disseminação do uso de computadores nas empresas dificilmente alguma coisa que não é feita por intermédio deles. Tudo é feito "no sistema". Obviamente isso gera um ganho de produtividade imenso, tarefas que antes eram feitas em dias agora são feitas em minutos. Não cabe discussão quanto à isso. Mas a questão é que maus profissionais ganharam de bandeja um bode expiatório. Tudo que acontece de errado, "é culpa do sistema", "eu juro que fiz certo", "deu erro na hora que eu estava fazendo ...".

Como softwares são feitos por seres humanos, eles realmente estão sujeitos à bugs e erros. E não são poucos, infelizmente. Nos dias de hoje as empresas têm investido mais em qualidade de software e testes com o claro objetivo de evitar tais problemas. Por outro lado, mesmo que os bugs e erros aconteçam, eles não acontecem TANTO como nos fazem acreditar algumas pessoas. O bom funcionamento de um software também é de responsabilidade do usuário, e não somente das pessoas que o desenvolvem. O que acaba acontecendo, principalmente em empresas que têm a área de TI forte, bem organizada é que, invariavelmente, com o tempo esse tipo de usuário acaba perdendo a credibilidade. E credibilidade é igual confiança, perde-se apenas uma vez.

sexta-feira, setembro 26, 2008

O valor do conhecimento nos dias de hoje por Waldez Ludwig



Para quem preferir ler o conteúdo da entrevista, eu transcrevi abaixo:

Há uma transformação na economia toda. O "resumo da ópera" é assim: nós temos uma economia baseada em conhecimento. Só se vende, só se compra ... é conhecimento. Se ela é baseada em conhecimento, o que importa mesmo é a inovação. O que importa para uma empresa, o único fator de competitividade que sobrou chama-se inovação, capacidade de inovar. E inovação, só vem de gente. Inovação não vem de máquina. Então o ser humano passou a ser a chave da estratégia das empresas. O empresário bacana sabe que a única coisa que presta na empresa dele são os funcionários dele. O resto não vale nada ! Empresas com patrimônio do tamanho dessas companhias aéreas aí e com problemas, certo ? O melhor equipamento do mundo ... não adianta isso se você não colocar seu funcionário em primeiríssimo lugar. É a única coisa que vale ! Tá certo ?

Se eu deixo de ser "senhor de engenho", eu não preciso de "capataz". Por que que tem "capataz" ? Porque o "senhor de engenho" detesta sujar as mãos. Então, o que que ele faz ? Contrata um "capataz". Nas nossas empresas ele dá o nome de gerente pra esse cara. Aí você pergunta: "O que é que você faz?", pro gerente. "Nada ...". Certo ? "O que é que você faz aqui ?" ... "Eu coordeno". "Eu supervisiono" ... Nada, ele não faz nada !!! Ele passa o dia como "capataz". Ou seja, controlando os outros. Certo ? "Acabou o que eu pedi ?", "Cadê o relatório porque o homem tá pressionando ...". Sempre tem um homem pressionando o cara. Ele fica no meio-de-campo ... está desempregado o cara. É um cara que não sabe fazer nada. Só controlar os outros. "Me dá aqui que eu assino" ... ele adora assinar.

Agora, essa estrutura ainda vive porque se tem "senhor de engenho", se tem "capataz" é porque existe a terceira raça, que é a maioria das pessoas que tem vocação pra escravo. Aí é a questão do empreendedorismo. Eu não posso mais ir pro mercado de trabalho como um escravo. O que que é um escravo ? Detesta trabalhar ... E é fácil fazer o teste, é fácil fazer o teste para saber se é escravo ou não. Você pergunta pra pessoa assim: E se você ganhasse na Mega-Sena ? Aí o cara responde assim: "Se eu ganhasse na Mega-Sena eu não passava nem na porta daquela empresa". Ele odeia trabalhar. Bom, ele tem a síndrome do domingo à noite, ele confunde o salário completamente, ele acha que ganha pouco e ponto final. Ele esquece que a regra do salário é igual no mundo inteiro, desde a época de Adão e Eva. As pessoas recebem pela sua raridade e não pela sua importância. Os professores estão em alta e ganhando pouco. Por que ??? Porque tem muito !!! E o Popó ganhou em dois minutos o que um professor nunca vai ganhar. Mas Popó só tem um ! E professor tem muito !

E, o erro definitivo do escravo: é trabalhar mal porque ganha pouco. (Pergunta) "Por que que você está trabalhando tão mal ?". (Resposta) "Porque eu ganho pouco. Com o dinheiro que eles me pagam, não é pra fazer trabalho espetacular não". E aí ele fica ali. Quem é que vai te achar ??? A minha orientação: primeiro, se você ganha pouco, você tem que fazer um trabalho espetacular !!! Porque aí alguém te acha ! O cara que começa a jogar bola, ele começa a jogar bola ganhando salário mínimo. E ele não faz gol contra porque ganha pouco. "Vou fazer gol contra !" "Por que?" "Porque eu ganho pouco ...". Ele vai e mostra o talento dele, e aí alguém descobre. Se você ganha pouco, faça um trabalho espetacular !!! Olha que engano ... E o pior ainda: o escravo tem essa coisa de não gostar muito de salário. Gosta do benefício. "Tem ticket, tem vale ? O importante é cesta básica!" Por que isso ? Porque a estrutura industrial ainda está aí, a velha, para a maioria das empresas. [Um funcionário que é maravilhoso e que nunca é reconhecido, o que ele tem que fazer ? Se demitir da empresa ?] Claro !!! Você faz um trabalho espetacular e o cara continua pagando pouco ...

Mas você tem que saber quanto você vale no mercado. O cara chega pra mim e diz "Eu quero aumento". Eu digo: "Tem alguém querendo contratar você?". "Não". Então ... isso é no mundo todo, não importa se é socialismo, se é comunismo ou capitalismo, isso vem desde Adão e Eva. Então você tem que saber quanto você vale também, pra poder exigir. É igual passeata de servidor público: "Eu quero, eu quero !!!" Estou vendo que quer, mas ... "Quanto você vale ? Me diga quanto você vale". Infelizmente é assim. Esse modelo industrial velho morreu então. É o fim do capataz, morre junto o tal do gerente. É o fim, completo, da escravidão. Agora sim acabou a escravidão.

terça-feira, setembro 23, 2008

Chega (só) de INICIATIVA !



Quantas vezes você já ouviu falar: "Você precisa ter mais iniciativa !!!" ? Pois é, todos já ouvimos isso inúmeras vezes. Atualmente, seguindo a onda de que todos devemos ser líderes, uma das principais qualidades exigidas nos processos seletivos é a INICIATIVA. A questão é que não basta só a iniciativa, precisamos da ACABATIVA (essa palavra não existe, mas bem que deveria !).

Todo final de ano, na noite do Reveillon, prometemos ler mais, aprender Inglês, ser mais tolerante e amável com o parceiro, economizar um pouco, praticar exercícios físicos, etc, etc, etc. Toda noite de domingo prometemos fazer aquela bela dieta e ir à academia a partir de segunda. De tudo isso que prometemos, o que realmente realizamos ? Pouca coisa. E sabem o porquê ? Porque falta ACABATIVA, só temos a INICIATIVA.

A relação entre a iniciativa e a acabativa pode ser analisada sob vários aspectos, exemplos é que não faltam. A conclusão geral é a de que a maioria das pessoas é muito criativa mas extremamente ruim na execução de suas idéias. Seja por preguiça ou por falta de preparo a verdade é que sempre ficamos esperando que alguém execute a nossa idéia ou que por alguma intervenção divina aquilo aconteça sem o nosso esforço.

Se você acha que precisa e quer fazer um curso de Inglês, não tem jeito. Tem que reservar um dinheiro para pagar, tem que ir lá fazer a matrícula, tem que fazer o teste pra ver o seu nível atual, tem que sair de casa duas vezes por semana e ir lá assistir e participar da aula, mesmo que o seu dia tenha sido extremamente cansativo. Se você quer emagrecer, também não tem jeito: tem que comprar uma roupa adequada, encontrar um local em que possa praticar exercícios, sair de casa, ir até a este lugar e fazer os exercícios físicos. Só pensar, infelizmente, não emagrece.

sexta-feira, setembro 19, 2008

O meu Everest


Esta semana assisti à palestra entitulada "O meu Everest", realizada por Luciano Pires. Luciano foi um alto executivo de uma multinacional do setor de auto-peças por vários anos. Começou a se interessar pelo Everest há vários anos e depois de muito ler e ver documentários sobre sua escalada decidiu encarar o desafio de chegar até o acampanhamento base do "teto" do mundo. Acima disso, somente para profissionais.

Luciano conta em sua palestra como foram os preparativos técnicos e psicológicos, a organização da viagem, a chegada ao Nepal e todo o processo de subida até o acampamento base. Ele realmente tem o dom da oratória como diriam os antigos, fala muito bem, prende a atenção, usa farto material e faz analogias muito simples e interessantes entre sua aventura e nossa vida pessoal e profissional. Tudo isso sem cansar o público.

Recomendo à todos que tiverem a oportunidade, que participem de uma palestra do Luciano Pires. Realmente vale a pena. Ele escreveu um livro sobre sua aventura, também chamado "O meu Everest". Não o li ainda, mas acredito que seja da mesma qualidade. Além disso, indico o site www.omeueverest.com . Muito interessante !

quarta-feira, setembro 17, 2008

Palestra com Max Gehringer


Tive a oportunidade de participar esta semana de um evento organizado pela AMCHAM (Câmara de Comércio Americana) através de um convite enviado por uma empresa parceira. O evento consistiu de duas palestras e de oportunidade de contatos com as pessoas presentes. Uma das palestras foi realizada por Max Geringher.

Para quem ainda não o conhece, trabalhou vários anos em grandes empresas brasileiras e agora é consultor de carreira, com um quadro de muito sucesso no Fantástico, da Rede Globo. Dentre as muitas risadas e lições que foi possível tirar da palestra, uma em especial me chamou a atenção.

Max contou que após o primeiro dia de trabalho de sua vida, chegando em casa sua avó lhe perguntou : "Gostaram de você ?". Ele, de bate-pronto respondeu à avó que não tinha essa de terem gostado dele, o que era importante era ele ser competente, fazer o que lhe pediam com qualidade. Vários anos depois, já diretor de uma multinacional foi à França fazer um curso para executivos com um dos maiores nomes dessa área no mundo. Além de Max, havia diretores de várias partes do mundo. O professor, depois de discutir um assunto pediu que cada um fizesse uma apresentação sobre o que havia entendido. Um deles, australiano, por ter ficado a noite inteira bebendo, não preparou nada e no outro dia fez uma apresentação extremamente divertida mas totalmente sem relação com o assunto. Obviamente recebeu a nota mínima. Entretanto, o professor perguntou: "Se tivessem que escolher uma apresentação que não a sua própria para repetir aqui na frente, qual escolheriam ?". Todos foram unânimes em escolher a apresentação do australiano. O professor questionou novamente : "Sabem o porquê de terem escolhido o australiano ?". Depois de alguns minutos de silêncio, ele esclareceu : "Escolheram-no por que GOSTARAM dele !". Nesse momento Max, totalmente surpreso, se lembrou do que sua avó analfabeta e ignorante havia lhe falado tanto tempo atrás.

A lição que fica é a de que não basta sermos competentes, estudados, fazermos as coisas certas na empresa. Precisamos "ser gostados" ! Quando todos gostam da gente é sinal de que realmente estamos no caminho certo.

terça-feira, setembro 16, 2008

Formação sim, mas e emprego ?



Durante o período eleitoral o que mais ouvimos são as promessas dos candidatos. Uma delas sempre me chama a atenção: investir na formação profissional da população, principalmente em cursos técnicos. Obviamente que não tem como ser contra uma proposta dessa, afinal realmente o brasileiro precisa de formação, de mais anos de estudo. Por outro lado, de que adianta formar todo mundo, com diplominha na mão se não houver vagas para absorver essa mão-de-obra que estará mais qualificada ?

É consenso no meio acadêmico e também entre vários estudiosos que, quanto melhor a formação profissional da população de um país, maiores condições ele terá de crescer. A idéia seria mais ou menos assim: um país que tiver lixeiros, pedreiros, peões de fábrica com no mínimo segundo grau, melhor ! Se tiver lixeiros, pedreiros, peões de fábrica com curso superior, melhor ainda ! Certo ? Sim, é claro.

Quanto maior a qualificação média, mesmo que o trabalho não exija tanto, mais condições esse profissional terá de desempenhar suas funções com excelência. A questão é que, se cargos que exigem pouca qualificação têm pessoas com boa formação trabalhando é sinal de que em cargos mais importantes, teremos pessoas ainda mais qualificadas.

Acontece que, uma pessoa que investe tempo e muitas vezes dinheiro em formação profissional, deseja melhorar de vida, ganhar mais, conseguir melhores empregos. Para o país é ótimo ter pós-graduados limpando as ruas, mas e para eles ? Desmotivante ...

Desta forma, não basta os políticos prometerem investir em formação e capacitação profissional. Precisam também atrair novas indústrias, estimular empresas de ponta, formar um parque industrial forte que possa absorver esse contingente de pessoas que estudaram e estão melhor qualificadas.

Além disso, é temeroso aumentar de uma hora para outra o número de faculdades e cursos técnicos como andam prometendo. Parece que é simples : "Vamos criar uma universidade municipal", "Vamos criar cursos profissionalizantes em todos os bairros" ... Uma pergunta básica: onde vão encontrar professores em quantidade e qualidade suficientes ? O que vai acontecer é o que vemos, infelizmente, em muitos lugares: professores fingindo que ensinam e alunos fingindo que aprendem, esperando logo chegar o intervalo pra matar as últimas aulas.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Perfil pessoal e profissinal: qual é mais importante ?



Umas das principais preocupações de um líder é montar uma equipe qualificada e confiável, daquelas em que se pode confiar problemas e esperar soluções. Para que isso seja possível devemos buscar pessoas inteligentes, comprometidas, esforçadas e motivadas. Essa tarefa talvez seja uma das mais árduas daqueles que detém um cargo de liderança.

O problema começa em encontrar no mercado esse tipo de profissional. As empresas, principalmente as maiores, já acordaram para o fato de que é fundamental reter pessoas qualificadas. Dessa forma, menos profissionais com essas características encontram-se disponíveis. Em várias entrevistas que já participei nota-se uma pessoa tecnicamente bem preparada mas totalmente despreparada para assumir responsabilidades e se tornar um profissional confiável.

Sempre tive uma opinião: não encontrando uma pessoa preparada para uma vaga é muito melhor selecionar alguém com perfil pessoal interessante e treiná-la tecnicamente do que o inverso. Muder o jeito de ser de alguém não é tarefa fácil. Em alguns casos é impossível. E nada pior do que alguém que não "combine" com o jeito de ser da equipe e com a cultura da empresa. Será a laranja podre do cesto.

Obviamente que selecionando profissionais sem o devido preparo técnico devemos fazer um acompanhamento atento ao seu desenvolvimento nos primeiros meses. Não ter conhecimento não é defeito pra ninguém, as manter-se no mesmo nível pra sempre é inadmissível. A evolução tem que ser mostrada pelo profissional. Se isso não acontecer surgirá um sério candidato a não ter o contrato de experiência renovado.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Moleskine



Ao ler a coluna "Agenda do CEO" da edição 121 (julho de 2008) da revista Você S/A me deparei com o desenho de um bloco de anotações muito charmoso. Nessa coluna, o CEO entrevistado diz do que ele não abre mão. Abaetê de Azevedo, da empresa Rapp Collins, dentre outras coisas disse que não abre mão do seu Moleskine.

Afinal de contas, o que é um Moleskine ? Usando a descrição feita no site Efetividade.Net (http://www.efetividade.net), "os Moleskines são blocos e agendas de uma linha especial, com qualidade fora do comum. O papel é acid-free, então não fica amarelado ao longo do tempo. A linha é composta por vários modelos, e cada um deles tem características próprias - tem para desenho, para agenda de compromissos, agenda de contatos, arquivamento e vários outros modelos específicos. Além de todas as utilidades, é um presente original e criativo, embora nada barato".



Continuando, ainda com informações do Efetividade.Net: "comprar um Moleskine no Brasil não é tão fácil - nunca vi à venda em papelarias, nem em lojas de presentes ou mesmo de importados. Talvez seja mais fácil encontrar um amigo que esteja indo para o exterior e pedir que ele procure um dos representantes cadastrados".

Depois de ler tudo isso, parece que fiquei ainda com mais vontade de ter um Moleskine. Percebi que era um produto diferenciado, charmoso, que torna o processo de anotações uma coisa mais nobre. Já me imaginei usando o meu Moleskine nas reuniões e impressionando a todos.



Como não encontrei uma forma fácil de comprar um Moleskine original no exterior (meus amigos não costumam viajar para a Europa ... rs), resolvi pesquisar no Google se havia alguma forma de adquiri-los no Brasil. Depois de muito pesquisar, encontrei o site da Cícero Papelaria (http://www.ciceropapelaria.com.br). A empresa, sediada no RJ faz produtos semelhantes aos Moleskines originais. Segundo me informaram por e-mail, "é um produto muito semelhante. É sempre comparado. Posso te dizer que a qualidade é superior e o preço, muito mais saboroso". Complementando, "temos um cuidado grande com nossos clientes. Nosso produtos são feitos com matéria-prima 100% nacional. Posso te dizer que temos muitos fãs pelo Brasil no momento. Muitos que usam o moleskine migraram para a nossa marca. Não buscamos fazer algo pela metade. Não somos uma cópia".

Depois de trocar alguns e-mails e ser muito bem atendido, comprei dois blocos de anotações, um menor e outro maior. Depois de alguns dias ansioso para serem entregues, recebi os produtos conforme combinado. Realmente são produtos de extrema qualidade e realmente têm um charme especial.

Gostaria de sugerir o produto para os professionais que gostam de organização e qualidade. Caem também como uma luva para presentarmos colegas de trabalho, amigos, o chefe ! (rs)

sexta-feira, julho 25, 2008

Livro: Economia sem truques



Finalizei a leitura do livro Economia sem truques, dos autores Carlos Eduardo S. Gonçalves e Bernardo Guimarães. Não me lembro exatamente onde eu vi pela primeira vez a indicação deste livro mas a verdade foi que me animei bastante quando li sua sinopse. Os autores se propoem a ensinar economia sem usar os termos técnicos e jargões da área. Um comentário mostrado sugere que o livro seja o "Freakonomics brasileiro", se referindo à obra americana de bastante sucesso.

A realidade é que, apesar de não fugirem ao que prometem, o livro se mostra bastante confuso, chegando a ser "bagunçado". O mesmo tema é tratado em vários capítulos, retomando muitas vezes tópicos já demasiadamente citados. Há citações de assuntos em um capítulo, dizendo que serão desenvolvidos posteriormente. Isso torna a leitura cansativa, sem uma linha lógica de raciocínio. Os exemplos usados são realmente interessantes, mas cabem mais como curiosidade do que para fixar as idéias.

Creio que os autores exageraram no grau de informalidade. Obviamente é interessante que surjam obras que tratem de temas como Economia de uma forma leiga. Mas existem coisas que não combinam muito. Economia é uma área que necessita de alguma base teórica para que as coisas se encaixem. Exemplos e explicações podem até contribuir de alguma forma para o conhecimento das pessoas, mas no final a sensação é que não se aprendeu nada de diferente.

O livro é muito curto, com poucas páginas. Penso que um pouco mais de conteúdo teórico não iria lhe fazer mal. Ajudaria na compreensão e realmente traria algum aprendizado ao leitor. Não sei qual exatamente foi o público almejado pelos autores. Pessoas que são acostumadas a ler (livros, jornais, revistas, etc) terão a tendência de achar o livro amador demais.

Resumindo, se você tiver tempo de sobra e uma graninha disponível (o preço do livro não é alto) até vale a pena. Mas tem coisa muito melhor disponível.

sexta-feira, junho 06, 2008

A Era da Turbulência, de Alan Greenspan



Finalmente acabei de ler o livro "Alan Greenspan : A Era da Turbulência - Aventuras em um Novo Mundo". Escrevo "finalmente" não pelo livro ser muito ruim e sim pelo tempo que levei do início ao fim. Essa demora se deve em parte à questões pessoais, falta de tempo, etc. Deve-se também ao fato de que é um livro que precisa ser lido com atenção e concentração.

Eu, assim como a grande maioria da população, sou leigo em Economia. Até leio alguns artigos e assisto noticiários na TV, mas pára por aí. Fiquei com receio de comprar este livro, imaginando que ele pudesse ser muito técnico. Mesmo assim resolvi encarar.

A obra é dividida basicamente em 3 partes : história pessoal de Greenspan, seu trabalho no FED (Banco Central Americano) e análise do mundo atual. A primeira parte, apesar de não agregar muito, é bastante interessante e até divertida. Mostra por exemplo, que uma pessoa de mente brilhante já se mostra brilhante desde pequeno. Já a segunda parte, referente ao período que Alan foi chairman do FED, confirmou minhas expectativas. De leitura difícil e com muitos números e termos técnicos, deixa o leitor leigo cansado. A terceira e última parte, apesar de também um pouco cansativa em alguns trechos vale a pena ser lida pois nos dá uma visão interessante de muitos assuntos atuais.

Resumindo, é necessária alguma coragem e força de vontade para chegar até o fim, mesmo porque o livro é grande (616 páginas). De qualquer forma eu recomendo àqueles que buscam esse tipo de informação.

quinta-feira, maio 15, 2008

Aprendiz 5



Na semana passada estreou na Record a quinta edição do Aprendiz, reality show onde o empresário Roberto Justus seleciona dentre os 16 participantes quem será seu novo sócio em uma de suas empresas.

Este programa é a versão brasileira do reality americano, apresentado por Donald Trump. Acompanho o programa desde seu primeiro ano de exibição. É uma forma bem interessante de sabermos como um empresário desse porte toma suas decisões, analisar a interação com seus consultores e com os candidatos.

Obviamente, por se tratar de um programa de TV, existe uma certa teatralização. Roberto Justus, já conhecido pelo seu estilo único, muitas vezes exagera nas críticas e nos trejeitos. Atualmente só se fala em liderança, formas de cobrança de equipe, etc. Não é sempre que Justus, no programa, segue estas regras. Não raramente se mostra mal educado e grosseiro. Faz parte do show !

Outra visão importante que podemos ter ao assistir o Aprendiz é sobre os candidatos. Nesta edição os 16 participantes foram selecionados dentre os mais de 15.000 inscritos. Não há como negar ou discutir o potencial de cada um deles, afinal passaram por uma seleção minuciosa. Mas a verdade é que, ao acompanhar os episódios, podemos perceber que apesar de extremamente preparados profissionalmente todos eles cometem falhas, às vezes grotescas. Mostram-se despreparados e inseguros muitas vezes. Tomam decisões erradas. Usam argumentos falhos.

Muitas vezes nos comparamos com profissionais de destaque e temos aquela visão de que são super-heróis. Que não erram, que têm solução pra tudo. As coisas não funcionam bem assim. Logicamente que, quanto mais preparado e com mais experiência, uma pessoa tem maiores condições de fazer a coisa certa, na hora certa e do modo certo. De qualquer forma, todos são humanos e como consequência, não estão imunes a erros. A diferença do competente com o incompetente é que o primeiro aprende com os erros e evolui. O segundo persiste nos erros, não evolui, passa a vida inteira torcendo para que algo caia do céu.

Fica como sugestão a todos acompanharem o Aprendiz 5. Apesar do horário de exibição ser muito ruim (por volta das 23h, às terças e quintas), vale a pena a espera. É impossível não desligar a TV e pensar um pouquinho em nossa vida profissional ao deitar a cabeça no travesseiro.

terça-feira, abril 01, 2008

Big Brother na empresa



Na semana passada terminou a oitava edição do Big Brother Brasil. Na minha opinião, o que há de mais interessante no programa é analisar como as pessoas se comportam nas mais diferentes situações. Agora imaginem um Big Brother na sua empresa. Câmeras filmando todos os funcionários durante todo o expediente. À noite, os mesmos funcionários poderiam ver um resumo do que aconteceu no dia.

Logicamente o que estou dizendo é apenas uma brincadeira, inviável por vários motivos. Mas a reflexão é muito interessante. Qual seria o papel que você desempenharia nesse Big Brother da sua empresa ? O quietinho ? Aquele que fala o que vem na cabeça sem pensar ? Ou aquela que se insinua para o chefe em busca de promoção ?

No dia-a-dia das empresas todos nós temos um perfil, temos um papel a ser cumprido. Muitas vezes, da mesma forma que acontece no programa de TV, nem sempre a imagem que os outros têm de nós corresponde ao que nós mesmo achamos. Muitas vezes achamos que todos gostam de nós mas a verdade pode ser bem outra. Podemos achar também que somos muito competentes mas pouca gente concorda.

Aí entra o marketing pessoal. Todos nós, na vida pessoal e profissional não temos como desconsiderar totalmente a imagem que as pessoas fazem de nós. Não é possível viver de forma tão isolada de forma a nos permitir ignorar tudo o que as pessoas pensam a nosso respeito. Desta forma, é de extrema importância que saibamos fazer a nossa propaganda, mostrar os pontos positivos de nosso trabalho, criar uma marca pessoal. Além disso, devemos ficar sempre atentos ao que as pessoas falam de nós e utilizarmos todo esse feedback para que sejamos vistos de uma forma mais positiva no meio em que vivemos.

O marketing pessoal é importante porque aquele profissional que se finge de morto, que pouco aparece pode permanecer na empresa por muitos e muitos anos mas dificilmente será escolhido para alguma posição de grande destaque. No Big Brother da TV acontece a mesma coisa. Se fingir de morto funciona somente durante o início do programa, mas quando a disputa vai se afunilando quem não buscar uma certa evidência, um certo destaque dificilmente ganhará o prêmio máximo.

Cabe a nós então refletir a respeito de como estamos sendo vistos na empresa. Nunca assumir riscos, não buscar novidades para seu departamento, enfim, viver naquela mesmice pode funcionar durante um tempo ou para cargos menores (com salários também menores). Muitas empresas valorizam mais profissionais que sabem arriscar e assumir os riscos do que aqueles que fazem o trabalho de forma robotizada. Cabe a cada de um de nós escolhermos o papel que vamos desempenhar nesse jogo ainda mais real que o Big Brother.

quarta-feira, março 19, 2008

Nem tudo pode ser gratuito !

Uma das maiores discussões envolvendo a Internet desde que ela se tornou parte do dia-a-dia de muita gente é como gerar receita a partir dela. Nos primórdios de sua popularização, pouca gente e poucas empresas estavam interessadas nisso, queriam apenas marcar presença, "demarcar" território.

Entretanto, como bem mostrou a crise no mercado de ações das empresas de tecnologia, ocorrida há alguns anos, negócios são negócios. Não é possível manter uma empresa por longo período sem que ela dê algum tipo de retorno financeiro.

Aí surge a principal dúvida: como cobrar ? Obviamente a resposta depende muito de qual exatamente é o tipo de negócio virtual de que estamos falando. No caso de venda de produtos, a forma de ganhar dinheiro é natural, óbvia. Mas em outros casos não. Vejamos o exemplo de portais como UOL, Globo.com, etc. A maior parte da receita hoje vem de assinaturas (uma vez que funcionam como provedores) e também em publicidade. Por outro lado, pouco ou nada se cobra pelo imenso conteúdo de reportagens, fotos e vídeos que estes portais disponibilizam na maioria das vezes gratuita.

Uma tese defendida por muitos publicitários e profissionais desta área é que deveria ser cobrado pouco de muitos, ao invés de muito de poucos. Ou seja, hoje um assinante da Globo.com, por exemplo, paga um valor razoável e isso acaba pagando a gratuidade de muitas informações disponíveis a qualquer um que entre no site. A idéia é cobrar poucos centavos toda vez que alguém se interessar por algum material.

Eu, particularmente, concordo com essa teste. Só vejo uma dificuldade nisso: imagine, você encontra um link de um artigo interessante e ao clicar, abre uma janela pra você digitar número do cartão de crédito, código de validação, titular e validade. Esquece ! Antes de digitar tudo isso, você já terá desistido de ler o artigo. Teria que ser criada alguma forma prática e principalmente segura de fazer esse pagamento. Está aí mais um desafio a ser superado em breve.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Quebrando paradigmas



É difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido a seguinte frase : "Você tem que quebrar paradigmas". Pois é, falar é fácil, mas muitas vezes nem quem está falando nem que está ouvindo sabe exatamente do que se trata.

Paradigma, no dicionário Michaelis significa :

pa.ra.dig.ma
s. m. 1. Modelo, protótipo. 2. Gram. Conjunto de fórmulas de palavras variáveis que servem de modelo para as demais do mesmo grupo mórfico.

paradigma
sm modelo, padrão, exemplo, protótipo.

Para explicar o que é paradigma, gosto de citar uma história que ouvi em um dos eventos que participei. É um estudo feito nos EUA, onde colocaram 3 macacos trancados em uma sala. De tempos em tempos, colocava-se um cacho de bananas dentro da sala mas se algum macaco se aproximasse ele levava um jato forte de água, impedindo que conseguisse pegar as bananas. A equipe de pesquisa então substituiu um dos macacos por outro que nunca havia visto o tal jato d'água. Quando colocaram o cacho de bananas na sala, esse macaco novo quis ir pegá-lo. A equipe não disparou o jato mas os outros dois macacos seguraram o novo, impedindo que ele alcançasse o cacho, já imaginando que ele seria penalizado. Aos poucos substituiram os outros dois macacos de modo que os 3 que estavam na sala nunca haviam levado o jato d'água. Mesmo assim, nenhum dos 3 macacos se arriscava a pegar as bananas.

Resumindo, mesmo sem saber o porquê, os macacos não pegavam as bananas porque alguém tinha "falado" pra eles não pegarem.

Nas empresas acontece a mesma coisa. Quantas vezes nos deparamos com algum profissional que faz alguma coisa de uma certa forma simplesmente porque lhe ensinaram assim e mandaram fazer assim. Isso acontece principalmente em empresas com alta rotatividade de funcionários.

Mas temos que ter em mente que um profissional que busca se destacar em uma empresa deve fazer mais do que lhe ensinam, mais do que lhe pedem. É necessário ser pró-ativo, ter criatividade, perguntar, questionar. É necessário quebrar paradigmas, os seus e os da empresa.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Indicação de site : Governança de TI

Pessoal, gostaria de indicar um excelente site sobre Governança de TI, de Eduardo Mayer Fagundes. Muito limpo, organizado e com excelente material.

http://www.efagundes.com

segunda-feira, novembro 26, 2007

Critérios de comparação : Tiago Pereira



Nos últimos dias foi confirmada a mais nova estrela do esporte brasileiro : o nadador Tiago Pereira. Ele venceu algumas etapas do Campeonato Mundial de Natação em piscina curta além de bater o recorde mundial em uma das provas. Tem mostrado uma evolução muito grande ao longo do tempo e não há dúvidas que será um dos melhores nomes do Brasil em Pequim 2008.

Não tenho nada contra o Tiago, muito pelo contrário : acho é um atleta fora-de-série. O que vem me incomodando é a forma com que a imprensa vem divulgando suas conquistas. O Brasil é um país que precisa de ídolos. Tanto o povo quanto a imprensa, para que dê Ibope em suas transmissões, vendam jornais, etc, etc.

Em todos os noticiários sempre se fala, mas sem explicar bem, que o recorde e as recentes conquistas se referem à provas em PISCINA CURTA, ou seja, a piscina NÃO-OLÍMPICA, de 25m. Como o próprio nome diz, nas Olimpíadas as provas são em piscinas olímpicas, de 50m. Aí que vem a questão : os principais nadadores do mundo preferem competir em provas em piscinas olímpicas e não em piscina curta. Um exemplo é Michael Phelps, concorrente de Tiago em várias provas e sem dúvida o maior nadador da atualidade.

Diante disso, pessoas mal informadas já pensam que Tiago estará concorrendo ao ouro em Pequim. Mero sonho ... Michael Phelps (e outros nadadores tops de linha) não participaram dessas provas que Tiago ganhou recentemente. Se ele melhorar muito em piscina olímpica, quem sabe lhe sobre um bronze.

Aí vem a questão : o que vale mais a pena ? Competir nas provas realmente de elite, buscando colocações intermediárias no início ou em provas de segunda categoria e vencer, ganhar dinheiro, ficar famoso (pelo menos no Brasil) ? O brasileiro, em geral, gosta de se comparar com quem está abaixo dele, não em quem está acima. Isso serve para o esporte e para a vida profissional também.

Quantas vezes já nos pegamos orgulhosos em saber que somos o melhor funcionário do departamento. Mas nunca nos fazemos a pergunta : o nível do departamento que sou o melhor funcionário é bom ? Devemos mirar em profissionais realmente bons e não nos comparar com a mediocridade.

Na minha opinião Tiago Pereira tem talento mas deveria o mais rápido possível ir competir em provas de primeira linha, mesmo que fique longe do pódio no começo. Com os nadadores que terá a sua frente a sua chance de melhorar é grande. Senão será mais uma decepção em Pequim para aqueles que pensaram que ele estava entre os realmente melhores.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Orkut : vilão ou aliado ?

Eu concordo com muita gente que diz que a internet é apenas um meio para criminosos cometerem seus crimes. Ela não é a CAUSA dos crimes. Um criminoso continuaria cometendo seus delitos mesmo que a internet nunca tivesse existido. Obviamente, com a tecnologia novos crimes são criados, o que é mais do que natural da mesma forma que a tecnologia ajuda a combatê-los.

Tomemos o exemplo do Orkut. Vários pais se descabelam toda vez que ouvem notícias sobre crimes praticados através de informações divulgadas no Orkut. Se desesperam achando que seus filhos podem ser a próxima vítima.

Primeiramente cabe lembrar que hoje em dia os pais andam se abstendo da responsabilidade de educar seus filhos. Da mesma forma que os pais de antigamente precisavam saber onde seu filho ia quando saída de casa, hoje em dia é importante saber que tipo de acesso seu filho faz da internet. Ou seja, temos que ser pais presentes tanto na vida real quando na vida virtual de nossos filhos.

Além disso é importante usar a internet como um apoio nessa atividade importante de acompanhamento dos filhos. Voltando ao exemplo do Orkut, pais preocupados com seus filhos façam o seguinte :

a) Se ainda não têm um perfil no Orkut, criem-no;

b) Adicione seu filho como amigo e façam ele aceitá-lo (rs);

c) Tire alguns minutos para navegar pelo perfil do seu filho : amigos, amigos dos amigos, scraps, comunidades, mensagens nas comunidades, etc, etc, etc.

Você vai ver que nunca conseguiria obter tanta informação sobre seu filho de outra forma. Vai descobrir coisas que ele nunca iria te falar ou por falta de coragem ou por achar que não lhe interessa mesmo.

Existem coisas na vida da gente que não adianta lutarmos contra. A internet veio pra ficar e as crianças e jovens estarão cada vez mais antenados com essas novidades. Cabem aos pais, ao invés de ficarem culpando a internet por terem perdido o controle dos filhos, passarem a fazer parte também da vida virtual deles, usando as ferramentas disponíveis como aliadas.

Sugestão de software : WinMerge



Gostaria de sugerir um software bastante útil, e GRATUITO, principalmente para pessoas que trabalhar na área de TI. Trata-se do WinMerge (http://www.winmerge.org).

Esse software faz a comparação entre dois arquivos texto, indicando em uma interface de visual bastante agradável, limpa e de fácil entendimento.



Quem trabalha com TI sabe muito bem da utilidade de um software deste tipo : comparação de várias versões de código fonte, comparação de arquivos gerados para exportação/importação, etc.

segunda-feira, novembro 05, 2007

O Brasil fica na África

Na revista Veja desta semana foi publicada uma reportagem interessantíssima. Aborda uma pesquisa realizada com 1.000 brasileiros de várias cidades. Um mapa múndi era mostrado a cada pessoa e solicitado a ela que indicasse onde ficam alguns países, dentre eles o Brasil. Para o espanto dos pesquisadores, meu espanto e provavelmente o espanto de vocês que estão lendo, metade (isso mesmo, 50% !!!) dos brasileiros ou não sabiam onde fica o Brasil ou indicaram outro lugar. O principal local escolhido para aqueles que não sabem que ficamos na América do Sul foi a África. É isso mesmo : para muitos brasileiros o Brasil fica na África (sendo que alguns deles indicaram um país sem contato com o mar, interessante né ? Onde ficariam nossas praias ?).

Nesta mesma pesquisa poucos brasileiros souberam localizar os EUA, o Japão, França, etc. Também, se mal sabem localizar o Brasil imagine outros países.

Em um artigo que publiquei logo no início deste blog (http://pessoailtda.blogspot.com/2006/04/cultura-til.html) escrevi um pouco sobre essa questão da cultura de um indivíduo. Eu sempre achei que toda e qualquer pessoa deve buscar informações do cotidiano, política, economia, esporte, etc. Ninguém precisa ser especialista em nada, mas é muito bom saber um pouco de muita coisa.

Na minha opinião, é inadmissível que metade dos brasileiros não saiba localizar o próprio país em um mapa. Fico imaginando o que mais estas pessoas não conseguiriam fazer. Que nossas escolas estimulam apenas a decoreba não é novidade. Mas uma pessoa adulta deve investir em si própria. E hoje em dia não é difícil, temos revistas, livros, jornal, televisão, rádio, internet.

Pode até ser que a parcela da população mais pobre não tenha acesso a livros e revistas. Mas o que falar da televisão então ? Falam muito que a TV é um meio de comunicação que torna a pessoa passiva, ou seja, ela apenas recebe informação, não interaje. Até aí tudo bem, mas o que se percebe é que poucas pessoas têm capacidade de interpretar uma notícia de um telejornal. Não conseguem se interessar por uma notícia. Não estão preocupadas em adquirir novos conhecimentos.

O que me deixa mais preocupado ainda é saber que a situação tende a piorar. Os nossos jovens, mesmo aqueles que estudam nos melhores colégios, estão se mostrando alienados quanto à cultura geral, se interessante apenas por assuntos de seu interesse direto e pessoal.

terça-feira, outubro 30, 2007

C@fé com T.I.

A partir de hoje estarei colaborando com artigos para o site www.nix.com.br , na coluna chamada C@fé com T.I. Alguns textos publicados aqui serão replicados no site da Nix. Conto com a visita de vocês lá também ... Obrigado !

segunda-feira, outubro 29, 2007

O abismo entre o departamento de TI e os outros departamentos

Não sou tão velho assim mas ainda participei de uma época onde o departamento de TI se chamava CPD (Central de Processamento de Dados). Geralmente uma sala bem iluminada, piso elevado, muito gelada e com inúmeros avisos "Não entre", "Proibida a entrada", etc. Na verdade, as salas deste tipo procuravam se adequar às necessidades dos mainframes, computadores de grande porte ainda existentes mas muito mais comuns há alguns anos atrás.

Tenho certeza que a imagem de salas como estas ficaram gravadas na memória de muita gente. Os funcionários do CPD eram vistos como profissionais diferenciados, geralmente ganhando muito mais que os outros e que ficavam a maior parte do tempo isolados naquela sala "especial". Tudo isso contribuiu para que fosse criado um abismo imenso entre o CPD e os outros departamentos da empresa. Tudo seria história se esse abismo, muitos anos depois, não existisse mais.


Ainda hoje o departamento de TI na grande maioria das empresas é visto como um departamento "diferente". Para isso contribui todo essa cultura do passado e também a postura de alguns profissionais que não querem perder o "status", a aura de ser um profissional do "CPD". Muitos gostam de se colocar de forma superior às outras pessoas, usam e abusam de arrogância e prepotência. Mal sabem que correm o risco de serem esquecidos e mais cedo ou mais tarde serem dispensados.


Qualquer profissional de qualidade hoje em dia tem boas noções de informática. Não é mais necessário buscar ajuda nos profissionais de TI para resolver problemas básicos ou de mediana dificuldade. Além disso, existem inúmeros consultorias e consultores que oferecem serviços a preços competitivos, o que faz as empresas questionarem a real necessidade de se ter seu próprio departamento de TI. O profissional de TI hoje precisa muito mais do que simplesmente conhecimento técnico. Ele tem que enxergar o restante da empresa como seus clientes e como tais, deve tratá-los bem, com educação, qualidade e pró-atividade, propondo novas soluções.


Na visão da empresa, não basta mais que o departamento de TI apenas mantenha as coisas funcionando. É necessário se integrar com os processos da empresa, enxergar possibilidades, propor novos projetos, conversar de igual para igual com todas as esferar do poder corporativo. É necessário também saber "vender seu peixe", fazendo publicidade sadia do trabalho que está sendo desenvolvido. Se isso não acontecer, corre-se o risco do profissional de TI e seu departamento virar poeira junto os antigos CPDs.

terça-feira, outubro 09, 2007

Assassinaram o Português

Em um dos meus primeiros posts nesse blog, chamado "Exigimos Português fluente" comentei que o mau uso constante de nossa língua acabaria criando uma situação onde saber escrever e falar Português corretamente passaria a ser um diferencial de carreira.

Nas últimas semanas dois acontecimentos ganharam destaque na mídia e vêm de encontro às idéias que expus no referido artigo.

O primeiro deles foi que o governador do DF, José Roberto Arruda resolveu banir, por decreto, o uso do gerundismo (http://chegadegerundismo.zip.net/) das repartições públicas. Primeiramente é óbvio que a prática do gerundismo é realmente de extremo mau gosto. Sobre isso nem cabe discussão. Mas o governador, na minha opinião, deveria ter coisas mais importantes pra fazer do que colocar tal tipo de coisa no Diário Oficial. Penso que quis aparecer. Mas o pior é que na ânsia de aparecer, escreveu no Diário que o "Gerúndio" estava demitido. Ele ou seus assessores demonstraram total falta de conhecimento. Queriam demitir o "Gerundismo" e demitiram o "Gerúndio". Devem estar com dificuldade enorme para redigir textos sem gerúndio.

O segundo caso e com certeza o mais grave foi a descoberta de documentos do Congresso Nacional onde existiam marcas de carimbo com a paravra "Congresso" grafada como "Congreço". Já me taxaram de chato ficar procurando erros de Português. Na verdade não sou, ninguém é obrigado a decorar o dicionário inteiro. Existem realmente palavras difíceis. Mas "Congresso" não, né ?!!! Ainda mais uma pessoa que trabalha lá dentro. É inadmissível, lamentável. Dizem que o funcionário que mandou fazer o carimbo o fez por conta própria. Mais um erro então, como é que se faz um carimbo de um dos 3 poderes da República sem autorização de alguém competente ?

segunda-feira, setembro 10, 2007

Valores pessoais x Valores corporativos

Situação 1 : você, todo feliz e bem intencionado, chega na empresa e propõe a doação de R$50,00 por mês a uma instituição que cuida de crianças carentes e está precisando de ajuda de empresários. Afinal de contas, o que é R$50,00 para uma empresa, não é mesmo ?! Ainda mais para ajudar crianças ...

Situação 2 : sua equipe desenvolve um projeto que permite que, sem perdas para a empresa e para os clientes, os vendedores consigam uma comissões maiores das que têm hoje. Legal, eles ficarão muito satisfeitos com isso e toda a equipe também, por contribuir com pessoas que irão se beneficiar deste dinheiro.

Resposta 1 : para sua supresa, a empresa diz que não poderá colaborar com os R$50,00 por não ter disponibilizar de fundos específicos para esse tipo de caridade.

Resposta 2 : a diretoria da empresa manda você pegar essa diferença e não dar para os vendedores, nem avisar ninguém sobre o ganho, deixando-o como lucro para a empresa.

Acima estão descritas apenas duas situações onde funcionários se decepcionam com decisões tomadas pelas empresas. Não estamos falando de decepções profissionais e sim de decepções relacionadas aos valores pessoais. E muitas vezes essas decisões corporativas vêm sem nenhuma justificativa. É o famoso : "É assim e pronto".

A motivação de um funcionário é composta de vários fatores. Salário é um deles. Sentir que seus próprios valores são os mesmos que da empresa é outro. Uma seqüência de decepções desse tipo vai aos poucos minando a vontade de se trabalhar nessa empresa.

Muitas publicações afirmam que nestes casos o funcionário deve procurar outro lugar para trabalhar. Um lugar onde ele e a empresa compartilhem dos mesmos valores. Mas, na minha opinião, não é bem assim. Emprego não cai do céu, ainda mais se for um emprego bom, com bom salário. Muitas vezes temos (e devemos) nos sujeitar a trabalhar lado a lado com esse tipo de situação. Logicamente há um limite de tolerância. Mas ninguém vai ficar feliz em trabalhar numa empresa que tem tudo a ver consigo mesmo mas ganhando a metade do salário ... Ou vai ?!

quinta-feira, agosto 02, 2007

Resiliência

De tempos em tempos surgem algumas palavras no ambiente corporativo que viram moda. A moda da vez, junto com "coaching" é RESILIÊNCIA. O que vem a ser isso ?

Estão dizendo aos quatro cantos que o profissional moderno deve ser resiliente. Esta palavra é originária da Física, onde é usada para caracterizar materiais. No jargão corporativo indica que o profissional resiliente é aquele que consegue se adaptar às situações que surgem no dia-a-dia.

Já vi várias definições para resiliente ou resiliência mas nenhuma descreveu melhor a idéia do que uma que vi outro dia em uma reportagem de um jornal regional : o profissional resiliente é aquele que não fica reclamando se a mesa dele é ruim, se o computador dele é lento, se a empresa não lhe dá condições pra realizar o trabalho; ele simplesmente vai lá, se adapta e dá resultados mesmo em situação adversa.

Dessa situação advêm duas considerações importantes :

a) A empresa deve sim criar condições no mínimo satisfatórias para os profissionais trabalharem. Exigir que o funcionário seja resiliente não pode ser uma desculpa para não investir em infra-estrutura;

b) O que não pode acontecer é o funcionário ficar reclamando o dia inteiro que lhe faltam recursos e nada faz pra resolver a situação e usa isso como desculpa pela baixa qualidade do seu trabalho.

sexta-feira, julho 20, 2007

iPhone, blog e Veja

Minha última postagem, sobre o iPhone foi motivada por um artigo que a Veja de duas semanas atrás publicou. Para quem não sabe, a Veja (e outras revistas) permite que os leitores enviem comentários sobre as matérias e alguns desses comentários, selecionados pela própria revista, são publicados na edição seguinte.

De forma resumida comparando ao post que coloquei aqui, enviei meus comentários à Veja. Fiquei muito feliz pois ele foi selecionado pela revista e publicado na edição desta semana.

quinta-feira, julho 12, 2007

iPhone


Muito se falou nos últimos dias sobre o lançamento do iPhone nos EUA. Para quem não sabe, o iPhone é o novo aparelho celular da Apple (que também fabrica o iPod). Foi anunciado há alguns meses com estardalhaço na imprensa e causou furor como uma nova revolução. A funcionalidade que mais chama a atenção é a ausência de botões e total manuseio do aparelho com os dedos.


Colocado à venda há alguns dias nos EUA, gerou filas imensas de consumidores interessados em serem os primeiros a adquirir a nova maravilha tecnológica. Mas, junto com as vendas, começaram também a surgir críticas. O iPhone tem uma série de limitações, tanto de estratégia comercial quanto de recursos técnicos.


Não vou aqui entrar em detalhes sobre cada uma das limitações, mas uma que chama a atenção é que a Apple vinculou seu aparelho à operadora de telefonia americana AT&T. Ou seja, as pessoas que querem ter um iPhone precisam contratar a AT&T, em outras empresas o aparelho simplesmente não funciona.


Isso, obviamente é uma limitação. Mas, além da questão comercial envolvida, creio que esse tipo de situação acaba funcionando como mais uma característica que ajuda a criar todo esse "frenesi" em torno do iPhone. Imagine um aparelho que, mesmo você tendo dinheiro para comprá-lo, não depende só disso para tê-lo.


O mesmo aconteceu, no início do Orkut, onde uma pessoa só podia se cadastrar se recebesse o convite de alguém já cadastrado. Várias pessoas ficavam loucas para ter seu Orkut mas não podiam enquanto não conseguissem um convite. O iPod, no início, só tocava músicas compradas diretamente do site da Apple. Outro caso semelhante.


Isso nos mostra que, quando a empresa goza de uma reputação de inovação e já existe um "culto" aos aparelhos lançadas por ela, mesmo as limitações trabalham a seu favor.

sexta-feira, julho 06, 2007

O juiz e o trabalhador descalço

Todos devem ter visto a notícia ou ouvido falar do caso do juiz do trabalho que cancelou uma audiência pelo fato do homem envolvido estar vestindo chinelos. O juiz se justificou dizendo que "o calçado era incompatível com a dignidade do Poder Judiciário". A audiência foi remarcada.

Obviamente a situação gerou comentários e várias críticas. O homem explicou que foi de chinelos simplesmente pelo fato que não tinha sapatos. Com situação financeira difícil, com esposa e filhos e desempregado, não tinha dinheiro para comprá-los.

O juiz, vendo-se criticado, aguardou o homem na data da audiência remarcada com um par de sapatos de presente. Clara tentativa de tentar reparar os danos à sua própria imagem junto ao público. O homem se recusou a aceitar o presente. Já estava usando um par de sapatos, emprestado de seu sogro.

Toda essa situação nos leva a refletir. Quantas vezes nos colocamos dentro da empresa em um pedestal, se achando mais importante ou mais "digno" que os outros funcionários ? Quantas vezes tratamos de forma desrespeitosa ou displicente alguém que vem falar conosco ?

Temos que estar atentos a isso pois, como vimos no caso citado acima, nem tudo dá pra ser "consertado" depois. Quando tratamos com seres humanos temos que estar cientes que todos temos sentimentos, orgulho, etc. E, mais cedo ou mais tarde, se não tratarmos todos bem seremos vistos na empresa como uma pessoa ruim. Mais cedo ou mais tarde, apesar dos ótimos resultados profissionais estarem sendo elogiados pela diretoria, seremos demitidos por "falta de clima".

Pra finalizar, o juiz disse que "o calçado era incompatível com a dignidade do Poder Judiciário". Dignidade ? Judiciário ? Diante dos últimos acontecimentos, parece uma piada. E de mau gosto.

sexta-feira, junho 29, 2007

Demissão ... Sem justa causa !

Talvez uma das mais difíceis tarefas de um líder é fazer uma demissão. Tem gente que até gosta, mas creio que a maioria não se sinta confortável nessa situação. Quando a saída da empresa é merecida, ou seja, o funcionário não tem se comportado bem ou está muito abaixo do rendimento que deveria ter, as coisas ficam menos piores. Mas e quando você precisa demitir alguém super gente-fina ?

Obviamente que nenhuma demissão acontece sem motivos. Se esse cara super gente-fina estivesse tendo uma performance excelente e se dando bem com todo mundo não haveria motivos para despedí-lo, correto ? Sim, correto. Acontece que nos dias de hoje as empresas não podem contar mais com funcionários "meia-boca", aqueles que são bonzinhos, fazem seu trabalho certinho, estão sempre disponíveis ... É necessário ser um profissional pró-ativo, ter iniciativa, buscar novos conhecimentos, se oferecer para participar de projetos, ser responsável pelas suas atividades até o fim.

Nenhum líder gosta de ter um funcionário que, apesar de ser bonzinho, sempre ter que ser cobrado para as coisas saírem. O líder deve passar a tarefa e o funcionário posicioná-lo até que ela seja completada. Até algum tempo atrás as empresas aceitavam funcionários com excelente relacionamento pessoal (aquele cara que todos gostam) mas que não tinham performance muito boa. Por outro lado, também aceitavam profissionais com ótimo desempenho mas que viviam brigando com todo mundo na empresa. Hoje não, é necessário um misto das duas características.

Dessa forma, há momentos que aquele velho ditado deve prevalecer : "Amigos amigos, negócios à parte". Cabe ao líder ser o mais transparente possível com a pessoa que estiver sendo desligada, no sentido de deixar claro os motivos da saída. Cabe também à empresa disponibilizar alguns benefícios que possam ajudar esse profissional a retomar sua carreira tais como pacotes de recolocação, cursos, bônus de saída, etc.

quarta-feira, junho 06, 2007

Papai aprendiz - II

O participante do programa Aprendiz que ameaçou sair do programa em função do nascimento de sua primeira filha e havia sido demovido da idéia por Roberto Justus não aguentou mesmo ... Decidiu abandonar o programa e foi bastante criticado pelo empresário.

Conforma já havia comentado no tópico escrito anteriormente sobre assunto, não cabe a ninguém recriminá-lo por ter tomado tal atitude. Cada um decide qual é a importância da vida pessoal em relação à vida profissional.

segunda-feira, maio 21, 2007

Decoração do ambiente de trabalho

Creio que todo o profissional goste de trabalhar em um ambiente gostoso, saudável. Tenho acompanhado em algumas revistas empresas que investem milhões em seus prédios para proporcionar aos seus funcionários um ambiente agradável e bonito. Exemplos disso são o prédio do Banco de Boston, do Serasa, etc.

Obviamente nem todas as empresas têm condições de investir tanto dinheiro na construção ou reforma de seus prédios. Muitas delas não tem nem condições físicas pra isso. De qualquer forma, mesmo com estes empecilhos, é possível sim criar ambientes mais gostosos de trabalho.

Um quadro ou uma gravura de um tamanho adequado já muda o estilo de uma sala. Principalmente aqueles muito fechadas, dá uma alegria diferente. Não pode também faltar algum verde : um vaso em um canto, um enfeite de mesa ... Alguns objetos decorativos também contribuem. Um tapete, quem sabe ... Obviamente tudo isso custa dinheiro, mas nada que vá levar qualquer empresa à falência.

Isso pode parecer besteira a princípio, principalmente em empresas que não têm uma cultura de valorização de seus funcionários. Mas o valor intangível de se trabalhar em uma sala decorada, mais gostoso, menos "fria" pode se transformar em valores tangíveis rapidamente : maior rendimento, maior orgulho do seu local de trabalho, ajuda na retenção de valores, entre outras. Vale ou não a pena ?

sexta-feira, maio 18, 2007

O papai aprendiz

Ontem à noite, estava assistindo o programa "Aprendiz 4 - O sócio", na Record. Gosto muito do programa desde a sua primeira versão. Através das provas e dos comentários é possível tirar muitas dicas importantes para a realização de nosso trabalho.

Mas o que me chamou a atenção ontem foi o pedido que um dos participantes fez de sair do programa em função de sua esposa estar para ganhar a primeira filha deles. Me recordei do primeiro episódio onde ele mesmo disse a Roberto Justus que iria participar do programa até o fim mesmo sabendo que não poderia presenciar os primeiros dias de vida de sua filha.

Ele estava bastante emocionado, disse que repensou a situação e preferia sair. Roberto Justus foi bastante duro com ele, dizendo que tinha aceito as regras, que não concordava apesar de entender. Passou um vídeo onde a própria esposa do participante dizia que gostaria que ele fosse até o fim. Justus deu a ele a chance de rever sua decisão, o que acabou acontecendo ...

Eu, tive meu primeiro filho há pouquíssimo tempo (hoje ele está com 8 meses). Somente quem é pai e mãe consegue realmente imaginar pela situação que essa pessoa passou. Justus disse que ele mesmo não viu os filhos crescerem, mas sabia que estava se esforçando, trabalhando muito para garantir o futuro deles. Disse também que, se desistisse do programa, iria perder uma chance única. Concordo com os dois argumentos. Mas, e se ele se abster da chance de acompanhar o parto e os primeiros dias de vida de sua filha e no próximo programa for eliminado ? É uma chance que se corre, aliás, na vida quem não arrisca, quem tem medo de tomar decisões nunca avança.

É um situação extremamente complicada e nos traz à luz a reflexão sobre a balança entre vida pessoal e profissional. Nestas horas temos que pesar, individualmente, o que vale mais. E ninguém deveria ser criticado por tomar esta ou aquela decisão.

quinta-feira, maio 17, 2007

A Revolução Inacabada

Através da indicação de uma colega de trabalho, estou lendo o livro "A Revolução Inacabada", de Michael Bertouzos (Editora Futura). Em resumo, trata-se de um livro que aborda a questão de que o uso dos recursos computacionais atualmente ainda não simplificam a vida das pessoas como deveria. Muitas vezes acaba atrapalhando.

Para os profissionais que trabalham com TI, nos faz pensar bastante na forma como desenvolvemos sistemas e damos suporte aos usuários.

Um exemplo bastante claro é quando resolvemos comprar um novo computador. O trabalho de reinstalar todos os softwares que utilizamos no computador antigo e principalmente fazê-los funcionar é uma tarefa entediante e exaustiva. Aí vem a pergunta : os computadores vieram pra facilitar a nossa, não complicar, não é mesmo ?

À medida que surgir assuntos interessantes no livro estarei postando aqui. Abraços !

terça-feira, maio 15, 2007

Reativação do blog

Estarei retomando o blog a partir de hoje. Depois de um longo tempo sem postar, em função da correria profissional e também da maior alegria da minha vida que foi a chegada do Arthur, buscarei deixá-lo o mais atualizado possível. Abraços !

quarta-feira, abril 05, 2006

Cultura útil

Uma das grandes tendências atuais é a da especialização. Surgem cursos de graduação específicos dentro das mais diversas áreas. Isso sem contar as pós-graduações. Além de Administração de Empresas temos cursos de Gestão de Pessoas, Admistração Hospitalar, Gestão em RH ... Além de Ciência da Computação temos Análise de Sistemas, Engenharia da Computação, Sistemas Comerciais, Internet e Redes ... Se por um lado a especialização é importante para que o profissional já saia melhor preparado para o mercado, por outro acaba deixando de lado uma visão mais global de sua área de atuação.

Mas não é exatemente sobre isso que vamos falar. O nosso assunto é o que podemos chamar de "especialização cultural". Com o excesso da carga de trabalho, somando-se ao tempo gasto no trânsito e nas tarefas rotineiras, acaba sobrando pouco tempo para nos dedicarmos à nossa cultura pessoal. Estou falando de ler livros, ler revistas, assistir a bons filmes, assistir bons programas na TV. Infelizmente está havendo um empobrecimento cultural das pessoas. O foco é naquilo, e somente naquilo, que é o essencial para seu trabalho.

Não se deve exigir de uma pessoa, por exemplo, que saiba que Bauru é a cidade natal do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes. Por outro lado, é muito triste encontrar alguém que nem sabe que Marcos está sendo o primeiro astronauta brasileiro. Não se deve exigir que uma pessoa saiba detalhes minuciosos do mensalão, mas deve sem dúvida pelo menos saber do que se trata. Não gosta do tipo de literatura do livro "O Código da Vinci", de Dan Brown ? Mas deveria pelo menos saber do que se trata, visto que é um dos livros mais vendidos do Brasil há meses. Não sabe que o primeiro jogo do Brasil na Copa 2006 é contra a Croácia ? Pelo menos saiba que a Copa é na Alemanha. Esses são alguns exemplos apenas. É importante que as pessoas busquem uma formação cultural geral, saibam o que está acontecendo no mundo, na política, no esporte, no cinema.

Alguns podem perguntar : "Mas o que vou ganhar com isso !". Existem várias respostas, mas uma das coisas que entendo ser mais importante é a influência positiva que a pessoa passará a ter com as pessoas que vivem junto de si. Uma pessoa bem informada sempre pode participar dos bate-papos que surgem tanto numa reunião de negócios quanto naquele happy-hour de sexta-feira. Informação hoje é poder. Um conhecimento de um assunto, que a princípio não teria nenhuma importância, pode fazer com que um cliente seu ou da sua empresa "vá com a sua cara". Não é a toa que vemos a todo instante a afirmação de que estamos na "era da informação".

sábado, abril 01, 2006

A hora do aumento

Não há dúvida que pedir aumento é uma das coisas mais ruins na vida profissional. Quase todo mundo já passou por isso. Não é uma tarefa fácil, mesmo que você saiba que seu trabalho está sendo bem feito, que a direção da empresa o admira e que um aumento deixaria seus rendimentos de acordo com o mercado. O receio de que o superior não conceda o aumento é grande. Há também o risco de "ouvir o que não devia" ou sentir que o seu moral com a direção não esteja tão alto quanto imaginava. Além disso, o pedido de aumento pode ser mal entendido e a partir desse momento ser visto com outros olhos.

Pior que pedir aumento para si próprio é fazer o mesmo para membros da sua equipe. Além do que já foi falado anteriormente é importante perceber que a empresa o vê sempre como um aliado. E quando você pede aumento para um membro da sua equipe muitas vezes pode ser entendido como "ele está jogando do outro lado". Obviamente que isso não acontece em todas as empresas, felizmente. Mas em muitas delas é difícil a direção entender que a função de um líder (gerente, coordenador, etc.) é justamente contrabalancear as necessidades da empresa com as necessidades de seus funcionários. A empresa perde muito tendo um bom funcionário desmotivado.

A retenção de talentos na equipe é uma das atividades mais importantes e difíceis de um líder. Mas isso não depende só dele, é claro. É necessário que a empresa valorize os talentos e dê retaguarda "política" e financeira. De nada adianta o trabalho incansável no dia-a-dia se a direção sempre recusar aumentos merecidos. Os membros da equipe podem até entender o esforço do líder mas com o tempo isso não será suficiente para evitar a saída da empresa. Nesse caso, além de perder um talento importante, a empresa também correrá o sério risco de que o próprio líder se desmotive. Caso isso aconteça, com o tempo ele mesmo se sentirá tentado a sair da empresa. E diante destas situações não há dúvidas de quem perde mais : a empresa !

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